11.11.13

Sobre o desenho e a tranquilidade






Durante anos, Sylvia Plath, desenhou. quase como uma forma de terapia para sublimar a sua depressão: It gives me such a sense of peace to draw; more than prayer, walks, anything. I can close myself completely in the line, lose myself in it.


Em Outubro de 1956 escrevia à mãe, sobre a sua nova forma de arte: I’ve discovered my deepest source of inspiration, which is art: the art of the primitives like Henri Rousseau, Gauguin, Paul Klee, and De Chirico. I have got out piles of wonderful books from the Art Library (suggested by this fine Modern Art Course I’m auditing each week) and am overflowing with ideas and inspirations, as I’ve been bottling up a geyser for a year.

Num livro agora publicado, a filha, Frieda Hughes, reúne os desenhos, extractos do diário e cartas evocativas de Plath. Para além de extraordinária poetisa, os desenhos mostram que Plath foi também uma artista plástica de sólidos méritos. A depressão acabaria por levar a melhor, quando ela tinha apenas trinta anos.

Para ela, que escreveu:

I write only because
There is a voice within me
That will not be still

o desenho foi a outra forma que encontrou para acalmar a sua infindável voz interior e apresentar uma tranquilidade ausente, tão longínqua, dos seus poemas.

Boa semana!