7.6.14

Cartas em tom de safira

Kerstin Wagner, Tiefer, tiefer, und in der Tiefe ist das licht

Se me cruzar com Joanne, dir-lhe-ei que safira é a cor que brota das fontes interiores. Dir-lhe-ei que trouxe tinteiros de Sapphire, e eram os últimos, já se não fabricam mais, de uma certa loja perdida em Paris, não longe do Haussmann. Dir-lhe-ei que liquefiz a minha alma, misturei na tinta, preservei em azul: as letras bailam, à superfície, aguardam somente o pretexto da caneta para acariciarem o papel. Se me cruzar com Joanne, dir-lhe-ei que é no rio do aparo que sigo e mais: que é nele que, dissolvido, me reconstruí .