21.10.15

Manifesto do escritor, que podia ser o manifesto do blogger

Escrito por Joanne Harris, para um discurso no festival de literatura de Manchester, esta semana.

Manifesto do escritor:

  1. Prometo ser honesto, corajoso e verdadeiro; mas, acima de tudo, fiel a mim mesmo – porque tentar sê-lo face a qualquer outra pessoa não é apenas impossível, mas o sinal de um escritor timorato.
  2. Prometo não me vender — nem mesmo que mo peçam.
  3. Poderá nem sempre gostar do que escrevo, mas saiba que foi o melhor que pude fazer, naquele momento.
  4. Irei desafiá-lo e puxá-lo para fora de sua zona de conforto, porque é assim que podemos aprender e crescer. Não posso prometer que se vá sempre sentir seguro ou à vontade – mas vamos ser inquietos juntos.
  5. Prometo seguir a minha história onde ela me levar, até mesmo ao mais escuro de lugares.
  6. Não limitarei a minha audiência apenas a um grupo ou uma demografia. As histórias são para todos, e todos são bem vindos.
  7. Incluirei pessoas de todos os tipos nas minhas histórias, porque as pessoas são infinitamente fascinante e diversas.
  8. Prometo que não vou hesitar tentar algo diferente e novo — mesmo que as coisas que tente não sejam sempre bem sucedidas.
  9. Nunca deixarei que alguém decida o que eu devo escrever, ou como — nem o mercado, os meus editores, o meu agente ou mesmo você, leitor. E apesar de às vezes tentar dizer-me o contrário, também não acho que seja o que realmente quer.
  10. Prometo não ficar indiferente quando falar comigo — seja em meios de comunicação ou fora, no mundo real. Mas lembre-se que sou humano também — e nalguns dias estou impaciente, ou cansado, ou às vezes só corro contra o tempo.
  11. Prometo nunca esquecer o que devo aos meus leitores. Sem leitores, sou apenas palavras numa página. Juntos, criamos um diálogo.
  12. Mas no final, tem a opção de me seguir ou não. Abro-lhe a porta. Mas nunca o culparei se decidir não atravessá-la.
[Versão de x.]