2.4.16

Haver Dever

Escolho a cápsula preta, coloco na máquina, o manípulo emite um clique reconfortante, o líquido aromático flui com reconfortante previsibilidade. Sento-me junto à janela, a olhar as árvores reconfortantes, procuro o sol hesitante, ainda distante. Folheio o Expresso: página após página a previsibilidade, também. Menos reconfortante, esta. Dívidas nas páginas ímpares, imparidades nas pares. Retratos do país do dever acima de tudo, como diria J. Eustáquio de Andrada, sempre reconfortantemente atento.