10.1.17

da pintura e da escultura e da criação do amor [o núcleo]

quando o pintor cria o quadro
parte do branco e dá cor à cor
até que a tela se irreleva
submersa em pegadas de luz

quando o escopro faz emergir a escultura
parte do vago bloco e subtrai o supérfluo
até atingir a forma límpida linear
nada mais

o amor é como uma escultura
não como um quadro
cria-se por extração não por soma
até restar apenas um núcleo [o núcleo]

até o amor ser o crucial