31.1.17

O cepticismo, a ironia subtil, a sóbria elegância

O cepticismo, a ironia subtil, a sóbria elegância, essas virtudes que, em português, se aprendem em Eça e em Machado de Assis, não nos aliciam, se não é mesmo que nos atemorizam.
[Do posfácio escrito por Fernando Venâncio para Bilhetes de Colares de A. B. Kotter. Já tinha lido a frase antes mas só hoje me acertou bem na fronte, como se cá estivesse um alvo. Não recordo nenhum escritor português atual, ou do século vinte, em quem encontre estas três graças reunidas, de forma consistente; talvez num livro ou outro. Mas na obra? Não. Assumo visão de túnel, amostragem não significativa, até enviezamento. Aceito rever opinião se me for apresentada alternativa. Enquanto não, releio-os é a eles.]