22.2.17

O rei dança?


Na corte de Luis XIV, ele próprio um excecional dançarino, dançar bem era considerado a derradeira graça social. Aos mestres de dança a fortuna sorria, porque quem queria progredir no estatuto e na carreira, tinha que dançar bem. Sob a influência do rei, a paixão pela dança estendeu-se por França, levando à inevitável intervenção da igreja. Na Provença, onde o rei também havia dançado, a igreja acabaria por pedir ao parlamento a suspensão das danças nas cerimónias religiosas. As «posturas indecentes» dos dançarinos, especialmente no «Rigaudon», fizeram transbordar a tolerância do pio clero. Pois tal júbilo é lá coisa que se admita numa sorumbática cerimónia sacra?