17.3.17

Frágil, frágil

Está com soninho, mãe? pergunta um dos dois irmãos, são tão parecidos, enquanto o outro arranja o peixe-espada. Bom proveito, mãe, e o peixe vem no prato, sem pele e sem espinha. Frágil, frágil, a mãe. Tem feito a fisioterapia, mãe? Que não. Tem que fazer, mãe. E a mãe torna-se filha, e os filhos, pais. E tão parecidos que são. Agora reparo, vestem os três de castanho. Ou seja, o casaco da mãe é castanho, que o vestido é preto. O queixo, aquele queixo saliente deles, é que era de certeza o do pai.