6.3.17

Vivendo no beiral

O pássaro do beiral apareceu às seis da manhã. Acordei com uma revoada de trinados, o passado a treinar um arpejo nas teclas do canto. Depois, como chegou, parou. Veio colocar o padrão, marcar posição e voar. Pássaro livre, este. Aparece a desoras, desaparece por dias, não dá sinais nem manda postais. Deixa-me feliz quando surge, inquieto quando some. Este pássaro faz-me viver no beiral.