18.5.17

O tempo passa a correr

Tanta coisa boa que fez hoje, digo eu a Dona Aureliana, com o radar olfativo em estado de êxtase. Que bem cheira aqui no café. É Dona Aureliana que faz tudo. Fui eu que fiz tudo, diz a Dona com aquela fala lá dela que atravessou o equador. Se bem cheira, melhor há-de saber, digo eu, recordando um ditado que não atravessou de certeza o equador. O tempo assim passa mais depressa, filosofa Aureliana, Dona da sabedoria. Eu atravesso a porta para a esplanada, chávena na mão e escrevo esta minudência inconsequente à leitora enquanto o café aguarda aqui ao lado. Acabo de escrever [estou quase] e o café está frio. O tempo passa a correr. Razão tem a Dona, aquela sábia omnisciente, já para não dizer omnipotente [só no espaço do café, leitora, pois onde mais?]