26.6.17

A chegada da nostalgia insidiosa

Entre a minha mesa e a dele não havia senão espaço vazio. Chegou, pela mão do empregado, a taça de Chimay e ele, que estava com o computador aberto, fotografou-a e teclou um arpejo rápido. Quase de imediato chegaram elas, um abraço longo na de olhar brilhante. As mãos entrelaçadas em cima da mesa. Nenhuma escolheu Chimay, mas a de olhar brilhante pediu o mesmo que eu bebia. Foi então que a melancolia entrou pelos vidros amplos e apanhou o meu melhor ângulo. É o problema das janelas vastas: assim como não impedem os raios de sol desenfreados, pouco ou nada barram a chegada da nostalgia insidiosa.