14.6.17

morrer de imortalidade

quero aguardar o beijo
como o sol nascente
depois da noite desperta

quero que os nossos lábios
cerceiem do tempo
todas as franjas das horas

quero viver o fulgor
do amor a irromper
com a urgência do vulcão

quero no instante do beijo
mensurar o infinito
morrer de imortalidade