23.6.17

tão frágil

gosto de te pensar intrépida
capaz de dançar cirandas
no cerne dos tornados
de rachar ondas a voz de comando
como se das tuas mãos
dependesse um povo em fuga

venha a criação ou o desmoronar do mundo
venham cavaleiros prenhes de apocalipse
venham anjos em enxames crepusculares
tu não fugirás
assim gosto de te pensar

e: não sabes

gosto também de te pensar
couraçada pelos meus braços
no baluarte do bater do coração
onde seguramente estarás
segura

e denodadamente frágil
tão frágil
tão tu