6.7.17

A cura das citações

«Jorge Luís Borges», diz Agustina, «faz citações que me curam definitivamente das minhas. As citações são as erupções cutâneas da arte narrativa, um indício de natureza impúbere e defensiva. Luis Borges chega à atroz necessidade de citar Daniel von Czepko: Sexcenta Monodisticha Sapientum, III, II (1665).»

[Claro que é uma injustiça: Daniel von Czpeko foi contemporâneo de Baltazar Gracián que ela própria cita: «Neste verão sufocante e austero na sua velha regra de ser realmente um verão solar, leio Baltazar Gracián, que recomendo àqueles que usam de jogo descoberto. 'Aquele que esclarece tudo expõe-se à censura; e se não tem sucesso é duplamente infeliz.'» ]