11.7.17

Aos meus blogs favoritos

Aos meus blogs favoritos não peço muito, aliás nada tenho que pedir, sei que isto é regime de escrita voluntária, que o tema nem sempre surge, que o verbo nem sempre urge, que os dias estão longos e curtas as noites, que o calor dilata os dedos e os encaixes das teclas, que as bebidas de fim de tarde estão mais geladas, que as horas tardias são mais quentes, que os rios levam mais pressa de chegar ao mar, que a areia da praia leva mais pressa de chegar ao corpo, sei disso tudo, caramba, se sei. Mas sei que me faz falta ler-vos. E não, antes que perguntem, os livros todos empilhados aqui ao lado, iniciados, a meio, reiniciados, relidos, não substituem. Um livro é um livro é um livro, é estático. Um blog é dinâmico, com alma rápida, volúvel, caprichosa, até. Os livros são formulaicos. Os meus blogs favoritos, não. Vestem-se de humor subtil, despem-se de inesperado, trocam botões ao abotoar e por vezes erram na estação: são inverno no verão e primavera no outono. Há alturas em que esquecem mesmo as estações e alteram o tempo a seu bel-prazer, como se rolassem dados. Mas não importa, ou importa e é por isso. Não peço muito, na verdade, na minha opinião desisenta. Queria ler-vos mais amiúde. É muito eu sei. E é só.