27.7.17

Como diria o outro

Eu e Dona Yara falamos da pequena Soraia, leitora, que já vai à praia, ainda cedinho doutor porque não pode apanhar muito sol, diz-me a Dona, com aquela fala lá dela que atravessou o equador e um sorriso extremoso. A semana está quase a terminar, talvez no sábado ou no domingo a pequena Soraia volte a colocar os pezinhos na areia, já falta pouco Dona Yara, digo eu, com esta fala cá minha ligeiramente rouca, leitora, do ar excessivamente condicionado em que vivo nos dias cálidos. Só a esplanada me cura deste mal, Dona Yara, digo eu na altura da sobremesa. Tenho ali o remédio ideal, doutor, diz a Dona e traz-me uma fatia de bolo de chocolate, que está mesmo muito ótimo, afiança a Dona. Eu faço-me rogado, por uns dez segundos, aproximadamente. Depois, por motivos evidentemente terapéuticos, acabo por ceder, em decisivo xeque-mate. E não é que a voz melhorou? Não que tenha ficado maviosa, menos ainda muito ótima, que isso nunca será. Mas é natural, é a minha e está paga, como diria o outro.