23.4.18

Dente-de-leão

O canto do pássaro do beiral a esta hora indecisa que antecede a alvorada é, claramente, mais importante que o livro que estou a ler. É para esse canto que voa a minha atenção, pedindo de empréstimo as asas que são agora de pouco uso ao canoro — enquanto ele faz a sua serenata à beira do meu volátil pensamento, tão firme quanto um dente-de-leão.