15.6.18

Em diferido

Aqui na esplanada vazia, enquanto me fascino com a pequena coruja vidrada balouçando à brisa do anoitecer, ouço primeiro os gritos de júbilo provindos do lado direito e, um segundo mais tarde, do restaurante do lado esquerdo. Posso estar com as mãos tão geladas quanto a cerveja que morre sobre a mesa, mas chegam-me as novas antes de aos que se abrigam atrás destes vidros. As notícias mais frescas sei-as eu, mais do que eles, literalmente.