8.8.18

Alexandre, o Pequeno

A t-shirt deste é cor-de-rosa com estrelas azuis, o cabelo é louro e liso. O olhar, determinado. A idade, a mesma do da trotinete, do final da manhã. Senta-se na mesa ao lado, com a mãe, a avó e a irmã, de um ano, no topo, centro de atenção das adultas. Para ele, a mãe pediu uma piza, que come conscienciosamente, assumindo o papel de homem mais velho da mesa. O queijo fundido faz agora uma ponte, em forma de esparguete, até à boca dele. «Como me desembaraço disto?» parece perguntar. Olha para mim, separado por um corredor, para ver se reparo. Finjo que não vejo. Como Alexandre na Frígia cortou o nó, ele faz do dedo espada e desfaz o fio de queijo. Depois continua, impávido, a devastar a piza, como se esta fosse a Ásia Menor.