3.12.19

Retoques subreptícios

Devo a Vila-Matas a descoberta de que Bonnard «entrava nos museus onde os seus quadros estavam expostos e, aproveitando a ausência de vigilantes, corrigia-os com uma euforia infinita.»

Sinto-me menos desacompanhado por, amiúde, regressar a este espaço, que está longe de ser um museu, mudar uma vírgula aqui, uma palavra ali, e sair subrepticiamente, na esperança de que se alguém der por isso, ao menos não achar que o resultado é pior do que o que lá estava antes.