7.12.18

O Senhor Placebo

Donas e Seus andam desaparecidos do lugar que me abastece de cafeína pela manhã, substituídos provisoriamente pelo sócio-gerente, homem de sedoso falar anglo-saxónico, lenço de «esquire» e cabelo abrilhantinado de senador. Mas o café, ah, não é igual, leitora. Ainda que eu peça «Um café, se faz favor», sabe-me sempre como se tivesse pedido «A coffee, please». Pode ser o efeito do Senhor Placebo, mas nisto de café, a sugestão manda tanto quanto a máquina, a torra, a água e a origem do grão. O sócio-gerente está ali a fazer entrevistas agora, e não sei quem é parte mais interessada no bom desfecho do processo de seleção: se o entrevistador, se os entrevistados – se eu.