Mary Alaine Thomas, A leitora, 2016
Escrevo ao acordar, no escuro silencioso apenas iluminado pelo brilho ténue do caderno. Algures que não aqui o pássaro cantará. Dele nada sei. E eu com tantas páginas de saudade em branco para replenar com trinados do canoro. Quando Deus criou os pássaros com a forma que usou para o coração, legou-nos uma dúvida insolúvel. Como se preenche o vazio deixado pelo pássaro que leva em si o nosso coração?
