A compatriota de casaco de pele de leopardo praguejava como um marinheiro junto das lojas da Hermès e da IWC, no buliçoso final de tarde de véspera de feriado. Apenas o par que a acompanhava, ambos igualmente de meia idade e portugueses, entenderia semelhante torrente verbal. E eu, claro, que seguia atrás do trio e depressa o ultrapassei com a opaca expressão dos nativos, que uma tal explosão de liberdade é para ser vivida sem testemunhas senão as escolhidas, e que só a narro aqui porque sei que a leitora esquecerá, ainda mais depressa do que lê, esta minudência inconsequente.