«Ah, deixe estar, não se preocupe», digo eu à diligentíssima bibliotecária, que enovela as mãos face ao meu obscuro pedido. «Ora essa, ora essa, de modo nenhum. Se faz falta, vamos tratar de arranjar.» E sentado na mesa grande, frente às estantes pejadas de obesos cartapácios, ouço-a, ali ao fundo, ao telefone, afanosamente a tentar solucionar a minha demanda. E é assim, leitora, que mal o dia começou e eu já tenho uma dívida de gratidão. Quando chegar final da tarde, a que níveis incomportáveis terá já chegado o défice?