20.6.21

Instantâneo

 Na mesa ao lado da minha, no café, o cavalheiro de dourada idade esgaravata o telefone, quando a música irrompe, inesperada, do bloco de vidro e metal, e banha o espaço até então imperturbado. Ele olha para um lado e outro, a verificar se alguém notou. Eu, o mais próximo, continuo impávido, portanto ninguém viu. Ele faz um sorriso de menino e continua o que quer que estivesse a ver e que lhe dá tal aura de felicidade, dedo a dedo, ecrã a ecrã.