16.7.21

Elogio do pasmo

Menina Dulce torce-me o pé na direção dos ponteiros do relógio, depois na direção contrária. O pé assume a forma de uma toalha saída de um programa de centrifugação excruciante. Vai encostando o ouvido ao pé, como se fora arrombadora de cofres. Hoje não crepita, afirma, triunfante. É porque não se atreve, afirmo eu, porta-voz do pé — derrotado.