7.12.21

Por vezes, o que me apetece fazer ao meu eu de há um, dois, ou mais anos, não é próprio para revelar nem à leitora. Tal vontade de vendetta assalta-me quando descubro o que ele fez então e que me faz estatelar agora, e as mais das vezes, quando se me torna evidente o que ele não fez e me faz, de igual modo, beijar o chão com todo o corpo, mas especialmente com a fronte inteira, agora também. Mas hoje descobri algo que esse meu relapso eu, fez, e que me poupou horas, dias mesmo, de trabalho. Tão feliz fiquei que, estivesse ele por perto, lhe teria pago um almoço. Como não estava, na verdade, paguei-me o almoço a mim. Não é a mesma coisa, é certo, mas soube-me, e posso dizê-lo aqui em confidência, melhor a mim do que se tivesse sido ele a comê-lo.

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