6.12.21

Uso o Alvarinho para cozinhar tudo. Esse é o meu segredo mais bem guardado, aquele que nem os chefs de bigodes mais encerados de Paris conhecem e que agora aqui é dado à estampa. Neste mesmo momento, enquanto dedilho estas palavras, o cálice com o dito repousa em cima da bancada da cozinha, meio cheio, meio bebido, enquanto os legumes crepitam na sertã e eu venho aqui de corrida apresentar esta minudência inconsequente. Até a curgete mais insípida assim sabe, não diria a trufa, mas a curgete das saborosas, o que já não é dizer pouco, como facilmente a leitora concordará.