A cliente à minha frente no supermercado estacou de repente e, na medida das suas limitações de locomoção, começou a dançar -- pouco e devagar, mas com jubilosa convicção -- e a cantar baixinho a música que passava como banda sonora da superfície, no final da manhã de domingo.
Talvez seja mais uma minudência inconsequente, como tudo o que aqui se escreve, mas já que o dia de hoje nos subtraiu uma hora, ao menos que nos dê motivos acrescidos para dar graças pelas restantes vinte e três.
Boa! Não dei pela subtracção da hora, as noites crescem como ciprestes, têm horas a mais.
ResponderEliminarAs coisas que Xilre vê! Onde vivo a dança acontece apenas em classes reunidas para o efeito. O resto da malta, mesmo de fones, não aceita ritmos musicais.
Bom dia!
Mravilhosa metáfora essa: "as noites crescem como ciprestes". Um excelente serão, bea
Eliminarque maravilha :)
ResponderEliminarA humanidade apanhada em flagrante :-)
EliminarJá vi uma cena parecida...será o mesmo?! Uma espécie de animador dançarino de superfícies comerciais? Espero que o faça por generosidade com a humanidade:)))
ResponderEliminarEsta era uma cliente que rondaria entre os setenta e cinco anos tentando não dar muito nas vistas no seu ritmo próprio, no seu murmúrio cantado, quase silencioso -- mas mais humana ainda, por isso :-)
Eliminarah não...este andava pelos quarenta e era mais exuberante! Mas também gostei.
EliminarEu pecadora me confesso: também eu, se a música agrada, não consigo ficar quieta, Controlada, claro, mas pé denuncia-me ahahahah
ResponderEliminarBoa noite, sô Xilre
Ah, mas isso não é pecado: é salvação. Votos de uma Páscoa Feliz, nn
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