Menina Li, que passa os dias no grande armazém sem janelas da loja que vende de tudo, há muito por aqui estabelecida, conversa com os clientes numa combinação única, dir-se-ia até, inédita, de sotaque chinês -- não há "r", apenas "l" -- com a dicção longa, pausada, melódica, do cante alentejano. Não será apenas por isso que o negócio prospera, mas tenho a certeza de que ajuda, leitora.
Com sotaque ou sem ele, aflige-me um bocadinho a proliferação de lojas e armazéns chineses; mal parecendo, são como plantas invasoras, prosperam em todo o terreno. E as consequências são idênticas.
ResponderEliminar