8.3.26
A diagonal do mundo
Na mesa atrás da minha, no café de Dona Astrid, discute-se, à hora do brunch, a prestação dos mecânicos da Ferrari na troca de pneus que ao, que parece, e a leitora estará decerto mais atenta do que eu ao tema, não foi brilhante no Grande Prémio da Austrália. Eu, aqui confesso, estava a dormir -- se bem me lembro, bem -- à hora da dita corrida e, pior ainda, nem fazia ideia de que esta se teria realizado hoje, menos ainda que teria sido às quatro da manhã do nosso fuso horário. Já as três Senhoras, sentadas na dita mesa, ficaram acordadas, assim o percebi, para assistir em direto, à abertura do calendário automobilístico -- e suspeito que a leitora notará sem dificuldade as minhas lacunas terminológicas sobre assunto a que sou tão flagrantemente alheio. E, para quem se terá deitado a tais desoras, parecem despertíssimas às onze e trinta da manhã. Já este que lhe escreve, se tivesse tentado tal proeza, estaria em estado tão atónico que nem vinte chávenas do supremo café de Dona, proveniente de fazendas selecionadas de Ouro Preto, lhe conseguiriam dar o choque de volta à vida. E esta é a mais pura das verdades, leitora.
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E se eu fosse um leitor?
ResponderEliminarEste espaço é inteiramente plural no que às opiniões sobre a prestação dos mecânicos da Ferrari se refere — e, de igual modo, relativamente a uma plétora de outros temas!
EliminarPois também não sei dessas matérias, sou incapaz de elucidá-lo. Mas olhe que sempre lhe digo, Xilre, que preferia ver a tal corrida do que ter insónias de qualquer hora. Também se chama insónia quando se dorme zero?! E não basta uma chávena de café forte? Quê, 20?! Olhe só o lucro que a senhora do café embolsava. Que o Xilre caía no hospital com uma arritmia qualquer. De certezíssima.
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