25.1.26

Da felicidade sem mestre

Na mesa ao lado, no restaurante de Senhor João, a jovem neta, frente ao seu ainda mais jovem irmão, queixa-se das condições em que lhes foi transmitido o que ambos acabaram de ouvir da boca da terceira ocupante da mesa, que ainda limpa os olhos chorosos: “A avó riu-se tanto a contar a história que eu não percebi nada, nadinha…”

4 comentários:

  1. Acontece. Mas o prazer que ela teve em contar já ninguém lho tira, não é Xilre?
    Queira fazer do seu domingo um dia Bom.

    ResponderEliminar
  2. Há risos que são uma herança. Ao ler esta cena, dei por mim a pensar como é raro ver uma avó rir-se assim — e como esse riso, quando acontece, ilumina tudo à volta. Talvez por ter crescido com avós distantes, reconheço sempre a beleza destes instantes.

    ResponderEliminar
  3. Dizem os mestres que os neurónios-espelho são a causa de o riso ser tão contagiante. E se calhar a história da avó até nem tinha piada nenhuma... Começando um a rir, a começar pelo próprio emissor da suposta piada antes desta ser dita, vai tudo a eito. Acontece muito no teatro de comédia e na revista.
    Boa semana Xilre.

    ResponderEliminar
  4. Apenas tive um avô que me contava histórias com melancolia e tristeza, nunca lhe vi gargalhada. Se os miúdos não tiverem registado a história, fizeram-no certamente com a gargalhada e falarão um dia nela...

    ResponderEliminar