Traz-me Senhor Alberto o café e o pastel de nata, mais a obrigatória canela, e Senhora continua de olhos assestados no tomo, como se o livro lhe segurasse a alma pela écharpe.
Mas eis que se lhe escapa um suspiro — porventura da alma —, e, olhando para o teto, ou para alguma recordação de um passado que se adivinha longo, interrompe a leitura com um sorriso de quem atinge um píncaro, por instantes, antes de se voltar a perder nas páginas do livro, ou de um qualquer outro mundo para o qual as páginas são apenas um postigo ou, quem sabe, um portão.
Sem comentários:
Enviar um comentário