Traz-me Senhor Alberto o café e o pastel de nata, mais a obrigatória canela, e Senhora continua de olhos assestados no tomo, como se o livro lhe segurasse a alma pela écharpe.
Mas eis que se lhe escapa um suspiro — porventura da alma —, e, olhando para o teto, ou para alguma recordação de um passado que se adivinha longo, interrompe a leitura com um sorriso de quem atinge um píncaro, por instantes, antes de se voltar a perder nas páginas do livro, ou de um qualquer outro mundo para o qual as páginas são apenas um postigo ou, quem sabe, um portão.
A sorte que tem, Xilre! Nos cafés da zona, não há alma que se embrenhe num livro. Por cá, café é ritual vicioso e também de conversedo. E digo eu isto quase sem lhes pôr pé. Logo, admito estar enganada e haver cavalheiro ou dama que se furte à regra. Mas não continuará a ser regra e eles a excepção?! E bem assim, a dama rubra e mais seu dicionário.
ResponderEliminarDesejos de óptimo fim de semana
No café de Senhor Alberto, há sempre alguém a ler -- vão mudando os intervenientes, mudam os livros, pois claro, mas haver um leitor é uma constante. Na esplanada, quando não chove, no interior, nos outros. Já vi damas, já vi cavalheiros, embrenhados nos respetivos tomos. Uma visão tão boa como o café de Senhor Alberto. Um bom final de semana, bea.
EliminarEstaria a dama a ler as cinquenta sombras de grey, caro Xilre?
ResponderEliminarBom fim de semana.
Caro Joaquim,
EliminarNão cheguei a ver o título. Vi-lhe a lombada grossa: um verdadeiro cartapácio. Um livro de muitos dias — para quem, naquele momento, parecia ter todo o tempo do mundo para ler.
Um tranquilo final de semana.
Parece uma pintura.
ResponderEliminarBom fim-de-semana!
Tem algo de Hopper, não tem?
EliminarUm excelente fim-de-semana.