O cliente na mesa à minha frente pergunta ao recém-chegado: O Samuel quer um café? E como o dito não parece dar resposta, repete: O Samuel quer um café? Quer, quer, quer?
Não creio que tenha sido por teimosia, ou mesmo indelicadeza, que Samuel não respondeu. Talvez tido um ataque súbito de saudade da mãe, acabada de sair do café de Senhor João pouco depois de entrar. Talvez Samuel estivesse distraído, ou mesmo a dormir o segundo sono da manhã. Ou, mais provavelmente, de dentro do carrinho de bebé, estivesse a olhar para o avô derretido, sem saber o que, ou como, responder a tal insistente convite.
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