No fundo, leitora, o que não perdoam a Saramago foi ter lido a Bíblia com olhos mais abertos do que todos os que batem no peito e rasgam as vestes bradando eterna fidelidade aos ensinamentos da dita, mas que, em boa verdade, nunca passaram do índice, se é que alguma vez, sequer, a abriram.
O que torna esse livro fascinante é a forma humanizada e vulnerável com que ele retrata Jesus, questionando o dogma e explorando a relação entre o criador e a criatura com uma ironia afiada.
ResponderEliminarRepito, por economia, o que já disse em outro sítio.
ResponderEliminarQuando ouvi nem queria acreditar!
Acho incrível o nosso único prémio Nobel ficar de fora. Se pretendiam incluir o Mário de Carvalho, acrescentavam à lista e depois professora e aluno escolhiam.
Assim não cheira bem...
Eu até sou suspeito porque não acho o Memorial do Convento a melhor obra dele, já do Ano da Morte gostei muito, contudo os meus preferidos são o Levantado do Chão e o Ensaio sobre a Cegueira.
Do MC querem incluir o Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, livro que ainda não li, muito premiado e que me deixou curioso.
Boa Páscoa Xilre.
O Ministério da Educação também podia ser opcional:)...
ResponderEliminarAs gentes gostam de menosprezar quem se deu bem. E, como se vê, não é apenas o povoléu.
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